segunda-feira, 26 de julho de 2010
it's so simple, and you know it is.
Falta de alguém que provavelmente nunca foi meu?
Falta de alguém que eu nunca soube se me queria como eu o queria?
Falta do que talvez nunca tenha existido de fato?
Falta do que pode ter sido só mais um dos frutos de uma mente ávida?
Sinceramente, não sei.
Não sei se tu existiu.
Não sei se nós existimos.
Só sei que criei algo que não fui capaz de controlar.
Algo que foi além das minhas expectativas, além do que eu já conhecia e já havia explorado.
Foi algo maior, mais forte e poderoso do que toda e qualquer coisa que eu já tive em mãos, que já tive no coração.
Não sei dizer o que senti, mas posso afirmar veementemente que me faz muita falta, e me deixou um vazio incomensurável no peito.
O que aconteceu?
Não sei bem dizer, acho que aconteceu o que tinha que acontecer, nada mais.
O que restou?
Lembranças, ótimas, quiçá as melhores, lembranças do que o amor é capaz, do que somos capazes de fazer por amor, lembranças de momentos perfeitos, de sorrisos, olhares, toques, não sei se era correspondido, e hoje pouco me importa, pois, o que vivemos está marcado no peito, uma cicatriz enorme, que admiro com carinho e saudades, mas também com frustração, por não ter sido como queríamos, mas provavelmente foi como deveria ter sido.
E encerrar aqui com um ‘’eu te amo’’, não saberei dizer se é fato ou sonho, se é o que sinto, se é o que senti, ou se é o que sonhei.
Então encerro com um:
Obrigado por ter me feito alguém melhor, e espero que eu tenha sido pelo menos o equivalente para ti.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
i'll be waiting.
Mudei fisicamente: engordei, cresci, nasceu barba, minha voz mudou, entre muitas outras coisas.
Mudei intelectualmente: sou mais bem graduado, com uma Inteligência mais avançada e mais desenvolvida de quando entrei na escola, por exemplo.
Mudei psicologicamente: corrigi pensamentos, atitudes, que até pareciam certas, até me provarem o contrário, me considero mais livre de preconceitos e de conceitos também, sem essa de rotular ou estereotipar alguém.
Minha vida mudou muito quando te conheci, e mudei muito por ti, mudei de humor pela tua ausência ou esquecimento, mudei de idéia devido a tua indiferença, e tu mudaste minha mente que não pensava em nada, nem em ninguém, fez com que eu pensasse em ti, e somente em ti.
Mudou toda minha teoria tola sobre “O Que É Um Sentimento’’, mudou minha maneira de te ver, e de ver o que tu fazes. Coisas que antes eu abominava, passei a tolerar, e talvez, até admirar. Fiz isso porque tu mudaste muito em mim, e não somente mudou, mas também acrescentou muitas coisas, sentimentos, pensamentos. E também, arrancaste muita coisa de mim, extraiu lágrimas que não sei de onde surgiram, e que pouco me interessam para onde foram, arrancou-me sorrisos espontâneos e repletos de alegria, tirou-me toda vontade de não querer mais ninguém, e também me devolveu algo, devolveu a esperança, e a certeza de que as pessoas ainda podem ser boas, e que a felicidade pode ser mais simples de se encontrar do que imaginamos.
Mas existe algo que eu sei que não muda, esse algo é o meu sentimento por ti, que, se mudar, vai ser para melhor, vai se tornar mais puro e intenso do que já é. Não espero que seja eterno, nem que tu descubras isso ou que seja recíproco, só espero que dure o suficiente pra eu te provar o quão intenso e real é, e o quanto isso é verdadeiro em mim.
Espero nunca ter uma definição para isso que sinto, pois, a partir do momento que um sentimento é definido, ele recebe um limite de existência, e só se compreenderá dentro daquele espaço, e até agora, esse sentimento não se limita, não se expressa, não se define, apenas se sente, se aceita, e na melhor das hipóteses, se vive.
Espero viver o bastante para demonstrá-lo, mas não para defini-lo.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
vacuum.
Sangramento esse que não mata, mas enfraquece, e cada momento que te fortalece, tu agarras de maneira canibal, e essa força de vai junto com essa hemorragia sentimental, esse vazamento de dores, amores, sentimentos, uma fenda que suga e expele tudo que passar perto, criando um vazio, transformando-lhe em alguém vazio, fazendo-te virar algo e deixar de ser alguém.
Depois de esgotar-se, esse buraco negro sentimental começa a sugar tudo que há em sua volta, absorve as dores, os sorrisos, os pensamentos, os amores, todo e qualquer sentimento que ouse transitar em seu caminho.
No final, o buraco negro, sem sentimentos, sem pensamentos, sem idéias, sem expressão, sem vida alguma, olha em volta e vê o vazio, se tornou uma estrela fosca num céu, um pedaço de nada, perdido em lugar nenhum, sem lembrança ou sombra do que foi, e sem expectativa alguma do que possa vir a se tornar.
sábado, 1 de maio de 2010
you've got a friend in me.
Cheia de promessas não cumpridas
Cheia de orações não ouvidas
De lágrimas contidas
De sorrisos amarelos
De falsos amigos
De dores de amor
De corações partidos
Vida boa, ou talvez não
Vida tão calma, quem sabe
Ou atordoada, por amores que doem
E que fazem chorar
Mas não importa nada disso
Sempre haverão os amigos
Que podem não conseguir te levantar
Mas sempre darão um jeito de não te deixar cair
Por mais difícil que essa missão seja
Os amigos de verdade sempre a agarrarão
Com braços e pernas
Sempre te apoiando
Por pior que esteja a situação
domingo, 18 de abril de 2010
the last song.
Queria ser um gato, pra passar a vida toda comendo, dormindo, correndo, brincando e fazendo o que eu quero
Queria ser um cachorro, pra pelo menos poder ser chamado de fiel, e ser considerado o melhor amigo do homem, de qualquer homem
Queria ser um pássaro, pra voar bem alto, sentir o vento no rosto, a liberdade, e pra ver lá de cima o quão pequeno e insignificante tudo aqui é
Queria ser um leão, pra ter seu porte, sua majestade, ser temido e respeitado por todos os que me cercam e sempre ser o maior
Queria ser um guepardo, pra poder correr o mais rápido possível, fugir de tudo e todos quando quiser, sem me preocupar de alguém me alcançar
Queria ser uma mosca, bem pequena, e vasculhar a vida alheia, descobrir tudo que escondem, e revelar ao mundo, pois, pra que segredos, né?
Queria ser uma bactéria, pra poder me espalhar pelo mundo, causando todo o tipo de reação, ter tanta gente em volta de mim, querendo me destruir, e não conseguindo
Queria ser uma girafa, pra te olhar de cima, te ignorar, simplesmente não fazer questão da tua presença, tornar-me indiferente a ti
São muitos desejos, muitas vontades de ser o que não podem ser realizadas, pois, qual seria a graça de se realizar um sonho?
Acabar com a magia de sua inexistência, ver que na realidade aquele sonho era bem melhor antes de se tornar concreto, quando era só na imaginação
E depois de tudo, ainda percebemos que não somos nada do queríamos ser, somos apenas a junção do nada com coisa nenhuma
Um buraco no tempo e no espaço, que só se consome e acaba com o todo, fazendo sofrer e, por fim, esvair-se na escuridão da morte
quinta-feira, 15 de abril de 2010
i can feel your heart beating through my shirt.
Que coisa tão louca o amor!
Surpreendendo-nos;
Nos pegando de jeito;
E simplesmente nos destruindo e elevando;
Nos deixando e nos levando!
Surpreendendo-nos com sua força, voracidade, velocidade e amplitude!
Nos pegando de jeito, não deixando escapatória, não deixando alternativa, como se a quiséssemos;
Destruindo-nos completamente, fazendo com que o EU não exista mais,
somente o NÓS;
Elevando-nos, trazendo os sentimentos e sensações mais sublimes já alcançadas pelo homem;
Nos deixando loucos, perdidos, apaixonados, enamorados, amantes e amados;
Nos levando a lugares inimagináveis, jamais visitados por outra alma, por outro louco apaixonado;
Pois, cada amor tem seu Oasis perdido;
Seu céu;
Seu paraíso proibido.
domingo, 11 de abril de 2010
you'll be like heaven to touch.
Certo dia o amor bateu na minha porta e, sorridente, disse:
- Posso entrar?
Eu, calorosamente, o acolhi.
Sendo assim, num ambiente quente, seguro, confortável, foi criando-se, crescendo, nutrindo-se, e fortalecendo-se cada vez mais, a tal ponto que atingiu a indestrutibilidade.
Mas, como a ciência diz: ‘’NADA SE PERDE, E NADA SE CRIA, TUDO SE TRANSFORMA. ’’
Assim se fez, este amor foi aproveitado, reaproveitado, usado, reutilizado, ingerido, digerido, regurgitado, e processado das maneiras mais indefiníveis.
Até que um dia, ele não acabou, mas apenas, se transformou.
Transformou-se em algo que temos tanto controle quanto temos perante o amor.
Em algo que nos faz perder o juízo, tomar atitudes precipitadas, agir das maneiras mais absurdas.
O ódio, tal sentimento tão forte e tão destrutivo quanto o amor.
O amor pode destruir, construir, nos dar forças.
O ódio pode destruir, e nos dar forças tão grandes quanto as que o amor nos proporciona, o ódio nada constrói, apenas destrói, rápida e vorazmente.
Até que em um fatigante diálogo entre ódio e amor, o amor resolve finalmente, fazer tal pergunta:
- Ódio, porque me odeias tanto?
O ódio prontamente responde:
- Porque um dia te amei demais.
E nessa hora o amor se transforma em dor, percebendo que tudo que conseguiu conquistar com sua luta, sua força, sua voracidade, foi destruído pela obsessão, a fanatismo atribuído a tal alusão.
Alusão essa, que resultou apenas em ódio, em um amor quebrantado, que só fez por destruir e chorar, nada mais.