domingo, 18 de abril de 2010

the last song.

Queria ser um peixe, pra viver no mar e não ter que me preocupar com as coisas fúteis do dia-a-dia

Queria ser um gato, pra passar a vida toda comendo, dormindo, correndo, brincando e fazendo o que eu quero

Queria ser um cachorro, pra pelo menos poder ser chamado de fiel, e ser considerado o melhor amigo do homem, de qualquer homem

Queria ser um pássaro, pra voar bem alto, sentir o vento no rosto, a liberdade, e pra ver lá de cima o quão pequeno e insignificante tudo aqui é

Queria ser um leão, pra ter seu porte, sua majestade, ser temido e respeitado por todos os que me cercam e sempre ser o maior

Queria ser um guepardo, pra poder correr o mais rápido possível, fugir de tudo e todos quando quiser, sem me preocupar de alguém me alcançar

Queria ser uma mosca, bem pequena, e vasculhar a vida alheia, descobrir tudo que escondem, e revelar ao mundo, pois, pra que segredos, né?

Queria ser uma bactéria, pra poder me espalhar pelo mundo, causando todo o tipo de reação, ter tanta gente em volta de mim, querendo me destruir, e não conseguindo

Queria ser uma girafa, pra te olhar de cima, te ignorar, simplesmente não fazer questão da tua presença, tornar-me indiferente a ti

São muitos desejos, muitas vontades de ser o que não podem ser realizadas, pois, qual seria a graça de se realizar um sonho?

Acabar com a magia de sua inexistência, ver que na realidade aquele sonho era bem melhor antes de se tornar concreto, quando era só na imaginação

E depois de tudo, ainda percebemos que não somos nada do queríamos ser, somos apenas a junção do nada com coisa nenhuma

Um buraco no tempo e no espaço, que só se consome e acaba com o todo, fazendo sofrer e, por fim, esvair-se na escuridão da morte

quinta-feira, 15 de abril de 2010

i can feel your heart beating through my shirt.

Que coisa tão louca o amor!

Surpreendendo-nos;

Nos pegando de jeito;

E simplesmente nos destruindo e elevando;

Nos deixando e nos levando!

Surpreendendo-nos com sua força, voracidade, velocidade e amplitude!

Nos pegando de jeito, não deixando escapatória, não deixando alternativa, como se a quiséssemos;

Destruindo-nos completamente, fazendo com que o EU não exista mais,

somente o NÓS;

Elevando-nos, trazendo os sentimentos e sensações mais sublimes já alcançadas pelo homem;

Nos deixando loucos, perdidos, apaixonados, enamorados, amantes e amados;

Nos levando a lugares inimagináveis, jamais visitados por outra alma, por outro louco apaixonado;

Pois, cada amor tem seu Oasis perdido;

Seu céu;

Seu paraíso proibido.




domingo, 11 de abril de 2010

you'll be like heaven to touch.

Certo dia o amor bateu na minha porta e, sorridente, disse:

- Posso entrar?

Eu, calorosamente, o acolhi.

Sendo assim, num ambiente quente, seguro, confortável, foi criando-se, crescendo, nutrindo-se, e fortalecendo-se cada vez mais, a tal ponto que atingiu a indestrutibilidade.

Mas, como a ciência diz: ‘’NADA SE PERDE, E NADA SE CRIA, TUDO SE TRANSFORMA. ’’

Assim se fez, este amor foi aproveitado, reaproveitado, usado, reutilizado, ingerido, digerido, regurgitado, e processado das maneiras mais indefiníveis.

Até que um dia, ele não acabou, mas apenas, se transformou.

Transformou-se em algo que temos tanto controle quanto temos perante o amor.

Em algo que nos faz perder o juízo, tomar atitudes precipitadas, agir das maneiras mais absurdas.

O ódio, tal sentimento tão forte e tão destrutivo quanto o amor.

O amor pode destruir, construir, nos dar forças.

O ódio pode destruir, e nos dar forças tão grandes quanto as que o amor nos proporciona, o ódio nada constrói, apenas destrói, rápida e vorazmente.

Até que em um fatigante diálogo entre ódio e amor, o amor resolve finalmente, fazer tal pergunta:

- Ódio, porque me odeias tanto?

O ódio prontamente responde:

- Porque um dia te amei demais.

E nessa hora o amor se transforma em dor, percebendo que tudo que conseguiu conquistar com sua luta, sua força, sua voracidade, foi destruído pela obsessão, a fanatismo atribuído a tal alusão.

Alusão essa, que resultou apenas em ódio, em um amor quebrantado, que só fez por destruir e chorar, nada mais.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

tribute to unlove.

Aqueles versos que fiz, não foram capazes de te conquistar por completo
Aqueles abraços que dei, não foram capazes de te prender pra sempre a mim
Os beijos mais sinceros e cheios de amor, não foram capazes de colar tua alma junto a minha, como se fossemos um só
As palavras, apenas palavras, que demonstravam muito ao mesmo tempo em que diziam tão pouco, foram só saliva desperdiçada, e oxigênio mal-empregado
Tudo, apenas tudo que eu fiz, falei, senti, demonstrei, te fiz sentir, não foi o suficiente
Não fui o bastante pra te fazer feliz
Ou quem sabe, eu esteja sendo muito exagerado, e sim, eu fui tudo que tu precisavas, merecia, queria e ainda mais
Só que não soubeste valorizar no momento certo
Não soube aproveitar essa, podemos dizer oportunidade
Fostes tolo, egoísta, e tenho certeza, te arrependerás um dia
Mas esse dia, por mais longínquo ou próximo que seja já será tarde demais
Pois nada pior que um orgulho ferido e um coração partido, para que tomemos decisões drásticas, irrevogáveis e totalmente definitivas
Espero da parte mais profunda e sincera do meu ser que tu sofras novamente tudo que tu já sofreste até hoje
Já que aparentemente, tudo que passaste, e que supostamente doeu-te demais, não foi o suficiente pra aprenderes.
Ontem o que eu sentia era amor, hoje, apenas um orgulho ferido, um coração partido e em prantos, mas que logo se reconstituirá, e vai agradecer por tu ter saído definitivamente do meu caminho
Pois é um lugar onde tu nunca deveria ter entrado.

terça-feira, 6 de abril de 2010

the ten things i hate about you.

"Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar"