domingo, 28 de março de 2010

um novo começo.

Não sei como começar

Mas sei que terminar é muito mais difícil que começar

Assim como abandonar é mais fácil que começar e terminar

Não quero escrever certo, nem escrever bonito, quero apenas pensar e colocar pra fora

Por mais confuso que pareça aos outros, a mim parece muito simples

Mais simples que tomar água, que respirar

Coisas que se dizem simples, mas no fundo são de uma complexidade sem tamanho

Analise: a quantidade de músculos, nervos, células, entre outros sistemas do nosso corpo são necessários para funções tão simples, comuns, involuntárias

Acho legal essa coisa de dizer que o amor é do coração e tal, até porque tem fundamento, pois tudo que sentimos, antes de chegar ao cérebro, passa pelo coração

Mas daí paramos e pensamos numa coisa muito engraçada, e que passa despercebido: o coração é um órgão que trabalha com movimentos peristálticos, ou seja, não são voluntários, o coração não bate porque mandamos, ou porque fazemos algo para que ele funcione

Não, ele simplesmente bate, faz seu trabalho, nos mantendo vivos

Agora comparamos os movimentos peristálticos aos sentimentos, ambos involuntários, ambos ‘provenientes’ do coração

Não temos controle algum sobre ambos

Então pensamos...

O coração, se pararmos de respirar, pára de bater, pois o cérebro necessita de oxigênio pra manter o coração funcionando, e o coração necessita de oxigênio pra manter o cérebro funcionando, uma dependência extremamente direta

Já o sentimento, por mais que nos falte ar, água, comida, ou qualquer outra coisa que julguemos necessário a nós mesmos, continua lá

Fazendo-nos felizes, ou tristes, nos extasiando, nos torturando

Enfim, nos fazendo sentir a mais variada prole de sentimentos, sensações, dores, sabores, amores

Fazendo-nos rir, chorar, pensar, gritar, falar, acariciar, abraçar, bater, correr, brigar

Um sentimento é como qualquer coisa que dissermos: a partir do momento que a palavra for dita, não pode ser retirada, ela fica no ar, para o entendimento geral, cada um de sua forma

Assim é um sentimento, da primeira vez que o sentimos, ele não volta atrás, não há retorno, muito menos palavras que o façam regredirem à inexistência, ou melhor, à pré-existência

Acho que por hora é isso, não tenho tanto assim a falar

Ou melhor, tenho muuuuuuito mais que isso pra falar, mas vamos deixar pra outra hora

Meu carinho a todos <3

Um comentário:

  1. sentimentos e batimentos, ambos involuntários. se eu escolher fazer meu coração parar de bater, acabo com a minha vida, contudo, consigo. mas, e o sentimento? quando ele acaba, ou quando ele começa?

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