domingo, 11 de abril de 2010

you'll be like heaven to touch.

Certo dia o amor bateu na minha porta e, sorridente, disse:

- Posso entrar?

Eu, calorosamente, o acolhi.

Sendo assim, num ambiente quente, seguro, confortável, foi criando-se, crescendo, nutrindo-se, e fortalecendo-se cada vez mais, a tal ponto que atingiu a indestrutibilidade.

Mas, como a ciência diz: ‘’NADA SE PERDE, E NADA SE CRIA, TUDO SE TRANSFORMA. ’’

Assim se fez, este amor foi aproveitado, reaproveitado, usado, reutilizado, ingerido, digerido, regurgitado, e processado das maneiras mais indefiníveis.

Até que um dia, ele não acabou, mas apenas, se transformou.

Transformou-se em algo que temos tanto controle quanto temos perante o amor.

Em algo que nos faz perder o juízo, tomar atitudes precipitadas, agir das maneiras mais absurdas.

O ódio, tal sentimento tão forte e tão destrutivo quanto o amor.

O amor pode destruir, construir, nos dar forças.

O ódio pode destruir, e nos dar forças tão grandes quanto as que o amor nos proporciona, o ódio nada constrói, apenas destrói, rápida e vorazmente.

Até que em um fatigante diálogo entre ódio e amor, o amor resolve finalmente, fazer tal pergunta:

- Ódio, porque me odeias tanto?

O ódio prontamente responde:

- Porque um dia te amei demais.

E nessa hora o amor se transforma em dor, percebendo que tudo que conseguiu conquistar com sua luta, sua força, sua voracidade, foi destruído pela obsessão, a fanatismo atribuído a tal alusão.

Alusão essa, que resultou apenas em ódio, em um amor quebrantado, que só fez por destruir e chorar, nada mais.

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